À João Guimarães Rosa: Fotografias de Maureen Bisilliat

  POR: VITÓRIA TORNO KRETZCHMANN

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A exposição À João Guimarães Rosa, possui um acervo com vinte e duas (22) fotos, as quais nos permite um olhar simultâneo sobre a produção fotográfica e a produção editorial de Maureen, revelando tanto a fotógrafa como a editora de imagens e textos. Esta exposição tem como tema o escritor e o universo do sertão brasileiro e seus personagens, objetos também da literatura e da poesia de outros importantes escritores brasileiros, como Euclides da Cunha e João Cabral de Melo Neto, igualmente repertoriados por Maureen ao longo de seus 50 anos de atividade criativa.

       Vaqueiros descansam após vaquejada, (1970) – Morada Nova – CE.
                                         Vaqueiros conduzem boiada, 1962-1966 Curveio - MG
       Vaqueiros conduzem a boiada, (1962-1966) – Curveio – MG

É possível identificar três módulos no conjunto que lhe foi apresentado: natureza, guerra e estética. Um outro elemento pode ser destacado: a figura do encourado.

      Minas Gerais, Série A – João Guimarães Rosa 1962-1966

      Apendre com cuias e gamela, perto de Januária. (1962-1966)

       Gente em suas casas perto de Lassance (1962-1966) – Minas Gerais

       Extraindo polvilho da mandioca, perto de Januária (1962-1966)

 

Os ensaios fotográficos de Maureen Bisilliat sempre foram concebidos e apresentados em fortes sequências visuais que sintetizam a visão da autora sobre os universos do real e do imaginário, compondo aquilo que denomina de equivalências fotográficas das obras literárias que nortearam seu trabalho.

 

À João Guimarães Rosa: Fotografias de Maureen Bisilliat
Quando: 19/04/2013 a 25/06/2013
Horário: 13h00 às 22h00
Local: Instituto Moreira Salles – Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca (Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação).
Preço: Gratuito

Get Shot – Mostra de Martin Sorrondeguy

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Por J.P. Guarnieri

 

Tá vendo esse careca aí que tá cantando? Esse é o Martin Sorrondeguy. Ele e o guitarrista José Casas fundaram, em 1991, uma banda de punk latino chamada Los Crudos. Denunciavam problemas relacionados às vidas dos latinos nos EUA, e o som deles, em espanhol, abriu caminho pra muitas bandas que cantam em espanhol lá na terra do Tio Sam. em 1998, começou também uma banda de queercore, um gênero do punk cujos temas se focam no universo gay. Ele também fundou uma gravadora independente, a Lengua Armada Discos. Martin Sorrondeguy é punk até a medula. Ele começou a se envolver com este universo nos anos 80, a partir dos quais começou, também, a fazer registros fotográficos se shows e outros eventos ligados à cena punk. Get Shot, que está na Matilha Cultural até o dia 12 de Maio, é uma coleção de 250 fotos que retratam este universo.

Todas as 250 fotos são em preto e branco, parte de uma tradição da fotografia deste universo. Boa parte do material visual do começo do movimento é em preto e branco, porque eram em preto e branco os zines (trabalho auto-publicado de pequena circulação, geralmente xerocado numa copiadora caseira ou a de mais baixo custo que tiver por perto, porque punk não caga dinheiro), então essa briga de luz e sombras que é a fotografia PB ficou enraizada na alma da arte punk. E essa alma é exposta em Get Shot, com fotografias tiradas em países por todo o mundo. Não é o punk americano nem o punk europeu que está sendo retratado por Sorrondeguy, é o punk, simplesmente. Se você gosta de música punk, vale a pena dar uma olhada. A entrada é de gratuita.

Get Shot Data: de 9 de abril a 12 de maio. Horário: de terça a domingo, das 12h às 20h. Sábados das 14h às 20h. Local: Matilha Cultural. End.: Rua Rêgo Freitas, 542 – República.

Bauhaus.Foto.Filme – Sesc Pinheiros

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Casa ateliê com alunos no telhado, de fotógrafo desconhecido

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Michiko Yamawaki ao tear, de Hajo Rose

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Lucia Moholy, Retrato Florence Henri, “Profil”, 1927

A exposição Bauhaus no Sesc Pinheiros é dividida em duas areas. Na primeira estão 100 fotografias produzidas por alunos e professores da escola. Algumas registram o cotidiano dos membros da Bauhaus, com ênfase na juventude e no dinamismo e outras fotos são concebidas como resultado do curso de graduação em fotografia que foi criado em 1929. 
Nas fotos são explorados as formas geométricas, o desenho de sombra e em especial o angulo e a perspectiva. Os fotógrafos exploram ângulos inusitados buscando novas imagens dentro de uma mesmo objeto.

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A segunda é composta de 22 vídeos do acervo da Bauhaus que buscam refletir e experimentar as possibilidades do estilo da escola com uso das formas e do angulo. Há também videos que são registros históricos, como por exemplo um que mostra uma casa inteiramente construída pelos alunos, que objetivava a maior funcionalidade possivel. 
Além disso não há muitos textos explicativos, mas a exposição apresenta nas paredes citações dos artistas da Bauhaus.

Exposição bauhaus.foto.filme
Local: Sesc Pinheiros
Data: de 17 de maio a 4 de agosto
Endereço: Rua Paes Leme, 195 – Pniheiros – São Paulo
Horário: terça a sexta, das 10h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30
Entrada franca

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DEBORAH VIEGAS

Candido Portinari – Séries Bíblica e Retirantes

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Por Thomaz B. Arruda

São onze peças de grandes dimensões, compostas entre 1942 e 1945, dispostas em uma sala especialmente desenhada, parte de duas séries do artista plástico brasileiro Candido Portinari, em um período de engajamento público e denúncia social, identificada com a vanguarda política e estética da época, de curadoria de Teixeira Coelho.

As séries exibidas compõem um bom vislumbre das variantes de estilo sobre as quais Portinari tornou-se mais notável. Obras como “O Pranto de Lázaro” e “O Massacre dos Inocentes”, por exemplo, parte da série bíblica, expressam a influência cubista em sua obra, – em especial, a assumida influência da “Guernica” de Picasso – que o acompanharia até a obra-prima de “Guerra e Paz”. Da série Retirantes, por outro lado, feita posteriormente à série bíblica, percebemos um artista que se volta para a realidade social, compondo suas telas e figuras de forma inteiramente diversa, mais naturalista, muito mais próxima dos muralistas expressionistas mexicanos, Orozco e Siqueiros, como bem se percebe em “Criança Morta” e “Retirantes”.

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Portinari, Candido. O Massacre dos Inocentes, 1943, têmpera sobre tela. 149 x 149cm

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                           Portinari, Candido. Retirantes, 1944. Óleo sobre tela. 192 x 181 cm

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A série bíblica foi feita a pedido de Assis Chateaubriand, para a sede da Radio Tupi de São Paulo, e ilustram o velho e o novo testamento. O interessante é a inserção de elementos atípicos, ou talvez até reminiscências culturais do próprio autor, – como galinhas e bicicletas – na composição das obras. Ao observar de longe as obras, também pude perceber um detalhe que muito me impressionou: apesar de serem de tamanhos mais ou menos próximos, as obras cubistas da série bíblica adquirem uma forma quase não-figurativa, visto em certa distância, enquanto as obras da série Retirantes parece aproveitar dessa distância para ressaltar ainda mais os personagens, destacando suas figuras e tornando-as quase palpáveis.

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Uma característica em comum de ambas as séries, é o alto grau de expressividade encontrado nos personagens de Portinari. Sejam eles bíblicos ou marginais, os grandes olhos em dor, com torrentes de lágrimas caindo, são comuns a Jó e ao patriarca cadavérico que retira com sua família. Uma expressividade que transcende as barreiras de estilo estético.

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Desde 18 de abril de 2013, sem previsão de encerramento.

1˚ subsolo do MASP – Av. Paulista, 1578

De 3ªs a domingos e feriados, das 10h às 18h. Às 5ªs: das 10h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes.

Inteira: R$ 15,00. Meia: R$ 7,00

Crianças até 10 anos e adultos acima de 60 anos não pagam.

Às 3ªs feiras: acesso gratuito a todos.

O insólito olhar irônico de Apeco – Fotografias

Por Fabíola Dutkievicz.
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“Embora eu siga o chamado da natureza, a recrio em busca de elevar as formas a realidades mais livres.”Jesús Natalio Puras Penzo (Apeco) 1933-2010 – 

“O primeiro que se pode pedir a um artista são duas coisas:

   A primeira é pensar na luz e a segunda é a liberdade.

   Sem liberdade não se pode fazer obra-prima, jamais!!”

Nasceu em Santiago de los Caballeros, República Dominicana, em 25 de dezembro de 1933. Autodidata, Jesús Natálio Puras Penzo, conhecido como Apeco, nome inspirado no negócio da família chamado  Ferretería Moderna de Augusto Penzo (APECO), que fechou suas portas em 1955, começou a fotografar no início dos anos de 1950. Depois de se envolver em grupos clandestinos que lutavam contra a ditadura foi preso e torturado, abandonou os estudos de engenharia para abrir seu próprio estúdio, Foto-Apeco.

Apeco em Ação – 1968

Homem de personalidade inquieta, seu trabalho parte de um ponto de vista muito mais intuitivo que “mental”. Foi um dos pioneiros a trabalhar com fotografia experimental na República Dominicana, utilizando as técnicas da fotomontagem e das sobreposições com negativos de acetatos.

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A exposição é uma leitura na obra do artista e reune cerca de 80 imagens (na sua maioria em preto e branco) que podem ser vistas em narrativas como autorretratos, retratos, vida cotidiana, interiores, além de documentos, imagens de época e facsímiles que pertenciam à coleção particular do artista.

“O  P&B é melhor que a cor porque é mais abstrato. A cor, já por ser de cor, tem muita beleza.”

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Parque Ramfis de Santiago – 1954

“A fotografia é um momento de eloquência da luz que muitas vezes deve captar o que está desvanecendo.”

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Enamorados frente a carro fúnebre, c. 1964

“O retrato depende da interação entre o fotógrafo e o fotografado, pois deve refletir a personalidade de cada um.”

Casal no caminho – 1964

AS HISTÓRIAS

“Há uma luta na arte: uns pensam que o mais difícil (de fotografar) é a pessoa, (…).Outros crêem que não, que deve ser a natureza. Na verdade, me parece que o mais difícil são as histórias.”

O inólito olhar irônico de Apeco

As exposições são parte de um programa de intercâmbios de exposições de fotografia firmado entre o Centro Cultural Eduardo Léon Jimenes, República Dominicana e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil.

Link do vídeo que está na exposição: O insólito olhar irônico de Apeco

Serviço:
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2 – Luz – Centro (Metrô Luz)
Tel.: (11) 3324-1000
E-mail: Formulário no site
Site: www.pinacoteca.org.br
Horário: Terça a domingo, das 10h às 17h30
Preço: R$ 6 (inteira) e R$ 3 para estudantes, crianças e idosos. Grátis aos sábados

Edson Meirelles – Gráfica Popular

Por Giulia Ruberti

Parte do projeto “Anônimos e Artistas”, criado por Milton Cipis e Ricardo Ohtake, Edson Meirelles é o artista da última das quatro exposições do projeto que exploram aspectos do design brasileiro, investigando as experimentações acadêmicas e populares que integram a identidade do mesmo.

O fotógrafo Edson Meirelles, durante quase trinta anos buscou capturar imagens de mensagens pintadas por pessoas anônimas por todo o Brasil, tendo hoje um acervo de quase 8 mil fotografias sobre a gráfica popular brasileira. Esses artistas, que jamais serão reconhecidos, compuseram os últimos remanescentes do design popular brasileiro, profissão que tende cada vez mais a desaparecer com o advento de novas tecnologias que lhe tomam o espaço. Além das tecnologias, esse tipo de grafia popular acaba sendo totalmente ignorada pelo design erudito que está confinado em seus padrões aprendidos na profissionalização, que não permitem que valorizem o que for diferente disso.

As imagens são da maior variedade. Há retratos de casas comerciais, carrocinhas de ambulantes, rótulos de bebidas, circos, ilusionismo, barracas, placas e cartazes nas ruas, que compartilham o fato de serem exemplos de design espontâneo, feito de forma ingênua por aqueles que nem sequer possuem um curso superior, ou seja, não se deixam levar pela hegemonia.

A proposta dos curadores é propor um olhar sobre a relação entre mensagem e conteúdo, dando atenção ao constante uso da tipografia, alinhamento e também de desenhos pela gráfica popular para fazer propaganda, deixando claro seu viés publicitário e fazendo produções muito originais que devem ser valorizadas assim como são os designers brasileiros renomados que também utilizam a ironia e o caos para compor cada criação.

Exposição: “Edson Meirelles vê a gráfica popular”

Local: Instituto Tomie Ohtake (Av. Brigadeiro Faria Lima, 201)

Entrada Gratuita

08 de maio até 02 de junho de 2013

Terça a domingo, das 11 às 20 horas

Fotografia ” Contemporânea” na Pinacoteca

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Por Maria Tereza Paneguini

A Pinacoteca, em parceria com a agência Remix, inaugurou a exposição Pinagram I – Retratos, que reúne 50 imagens postadas através do Instagram. De dezembro a janeiro de 2013, o público enviou quase 2 mil imagens a partir do tema “retrato”, sugerido para essa primeira edição.

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As fotos estão expostas no café da Pinacoteca, decorando o ambiente. Mostrando a face desse meio de arte contemporânea, com meios de produção e exposição informais.

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Apesar da fama do instagram ser baseada em fotos de pré adolescentes, seus visuais diários e seus almoços, a exposição reune fotos muito interessantes, mostrando que o mau uso da câmera acoplada ao telefone celular não é  unânime.

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De 24.jan.2013 a 2.jun.2013

Pinacoteca do Estado

Praça Da Luz, 2 – Bom Retiro – São Paulo

Terça a domingo, das 10h às 18h, no Flor Café, andar térreo da Pinacoteca.

Inteira: R$ 6,00

Meia-entrada: R$ 3,00

Aquarelas: A cor da Memória

Luis Cipullo

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A Pinacoteca de São Caetano do Sul está recebendo trabalhos de 45 artistas diferentes, sendo no total 90 obras de aquarela sobre papel. Algumas são figurativas, em tons claros e com espaços bem definidos, outras apresentando manchas, sugerindo tons que deságuam romanticamente no abstracionismo onírico.

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Também se tem obras em tons fortes e densos, outras lúcidas e luminosas. Finos traçados e grossas pinceladas, assim como trabalhos monocromáticos ou exagerados em cores.

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A proposta dessa exposição está em justamente preservar e promover essa linguagem artística para que abranja um público cada vez maior. Paralelamente palestras, oficinas de arte e orientações específicas por visitações monitoradas são promovidas. O importante é que o espectador se envolva com as pinturas por um tempo indeterminado, que se perca, sem pressa, nas obras.

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Onde: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, Pinacoteca.  Av. Dr Augusto de Toledo, 225, Bairro Santa Paula.

Visitação: 8 de Abril a dia 15 de Junho. Segunda à Sexta das 9h às 17h, e Sábados das 9h às 13h.

Entrada franca.

 

 

Seis Séculos de Pintura Chinesa

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Stela Aguiar

A Pinacoteca do Estado, desde o dia 4 de maio, reune 120 obras da pintura chinesa, passando pelas Dinastias Ming (1368-1644), Qing (1644-1911) e a China Republicana (1911-1949). As obras foram foram reunidas por Henri Cernuschi, em um museu que fica  em Paris.Imagem

Paisagem sobre pedras (1659)

Lan Ying

16,4cmx48,5cm

Tinta sobre papel

A mostra é dividida por períodos históricos. A dinastia Ming, com pinturas que se referiam aos circuitos intelectuais, tinha uma sala que era sendo composta quase que inteiramente de leques. A maioria das obras da exposição representam figuras humanas – imortais taoistas; santos do budismo; belas senhoras; e caçadores de demônios.

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Paisagem depois de Wen Zhengming (1947)

Pu Ru

100cmx32cm

Tinta sobre papel

Já as obras da dinastia Qing circulavam pela corte dos imperadores. As obras das dinastias, em grande maioria, eram feitas de nanquim sobre papel, e era comum acompanhar a aquarela. Destacava-se também a pintura a dedo, assim como pinturas de escalas enormes que davam atenção aos mínimos detalhes. Pinturas de paisagens eram muito frequentes, assim como a utilização de escrituras.

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Sessão de Nudez (1930)

Sanyu

 44,2cmx27,6cm

Desenho à lápis

Cada sala da exposição era referente à um período histórico, a última sendo a arte moderna chinesa. Essa dava importância à Paris, depois dos anos 1930. A exposição torna evidente a grande utilização de nanquim, mesmo depois de tantos anos. No final, ainda tinha-se uma sala de vídeo que narrava a história e a conservação das pinturas.

Quando: 4 de maio até 4 de agosto. Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Às quintas, até as 22h, com entrada franca das 18h às 22h.

Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Quanto: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Grátis aos sábados.

STILL EM MOVIMENTO: Lição de pintura

Por Bianca Hisse
 
 
A exposição tem como objetivo estabelecer relações entre obras pictóricas tradicionais consagradas na história da arte e o surgimento das novas mídias digitais. Dessa forma, o ponto de partida é a criação de releituras, reinterpretações e outras abordagens de diferentes aspectos, tanto dos temas abordados, como do processo que os artistas adotavam, ou ainda o impacto causado no receptor. O mais interessante é a questão que se coloca para nós: será que a ideia de “frame”, narrativa e tempo são linguagens do cinema ou da pintura? Ou dos dois? 
 
“Still em movimento: lição de pintura” tem curadoria de Berta Sichel e traz obras de dez artistas, sendo eles: Antoine Roegiers, Anne Sauser-Hall, Davide Quayola, Eder Santos, Elena del Riviero, Mariana Vassileva, Mary Lucier, Peter Weibel, Takehito Koganezawa e Txupo Poyo.
 
A exposição não se limita a uma só forma de releituras, e abriga fotografias, vídeos e instalações. O amplo Paço das Artes também facilita essa configuração espacial, confortável e organizada, e esse é um dos maiores pontos positivos para o público, que consegue usufruir das obras sem grandes problemas. 
 
Primeiramente, passa-se por algumas fotografias que remetem à  algumas obras famosas, mesmo que subjetivamente. Os artistas aplicam as mesmas técnicas ou conceitos  por trás de obras famosas, passando pelo barroco, impressionismo, cubismo e futurismo.
 
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Elena Del Rivero
The blood of Heloise (2005)
Fotografia
127 x 101.6 cm
 
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Bruno Vilela
Dia de festa é véspera de dia de luto (2012)
Pastel seco sem papel
160 x 120 cm
 
Há também os vídeos que atuam como uma continuação do que estaria implícito na pintura. Aqui temos, por exemplo, o vídeo de  Mary Lucier, que é nitidamente uma releitura do quadro “A leiteira”, de Vermeer, mas agora pode-se ver o movimento propriamente dito sendo feito.
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Algo muito especial também são as grandes salas escuras em que o público entra e é rodeado por telas onde são projetados vídeos de desenhos, traços e formas se movimentando rapidamente, nos trazendo aquela sensação que os futuristas almejavam em suas telas pictóricas.

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Mas com certeza, o trabalho que mais se destaca é o vídeo performático de Peter Weibel. Ele põe três telas uma ao lado da outra, e vemos o teto através de um vidro. Em cada um dos vídeos, o artista se coloca na frente da câmera e solta pela boca líquidos de diferentes texturas e cores, que caem pelos vidros e formam lindos desenhos. Sua intenção era remeter a Arnulf Rainer e destrinchar os processos do fazer artístico do artista. Ele tem como base o expressionismo abstrato e usa literalmente a ideia de “cuspir a pintura”, fazendo-a sem o uso das mãos.

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Arnulf Rainer

Untitled (Death Mask) 1978

Pastel oleoso sobre fotografia preto e branco

609 x 505 cm

 

Still em movimento: lição de pintura
Até 23/6
ter. a sex. 11h30/19h, sáb. e dom. 12h30/17h30.
Paço das Artes: Avenida da Universidade, nº 01, Cidade Universitária
tel. 3814-4832, pacodasartes.org.br
Grátis

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